23
maio
2012
Bridgit Mendler fala sobre “The Secret World Of Arrietty”

No final deste mês de maio, nos Estados Unidos, foram lançadas as edições em DVD e Blu-Ray de The Secret World of Arrietty, filme em que Bridgit Mendler atua, dublando a personagem principal. E ela começou a dar novas entrevistas, falando sobre como foi colaborar para o filme. Uma delas foi publicada no site do diário The Tribune, da Califórnia. Como não poderia deixar de ser, a loira também falou sobre o álbum de estreia, e sobre o problema de saúde que teve.

O BMBR fez a tradução da entrevista, confira abaixo:

Você já estava familiarizada com  “The Borrowers” antes de participar desse filme?

Sim, claro! Eu já tinha ouvido falar sobre a história. Eu ainda não tinha lido o livro, mas meu avô sim, então ele estava disponível para conversar um pouco comigo sobre a história. Eu apenas pensei que é algo legal, esse negócio de gerações. Ele está na casa dos 80 anos, eu tinha 18, e, ainda assim, estávamos todos familiarizados com o filme.

O que a atraiu para esse projeto?

Acho que o fato da familiaridade que eu tinha com o projeto do Studio Ghibli, e saber o poder  do trabalho deles, foi muito legal e atraente. Além disso, eu assisti o filme com as vozes em japonês, e eu pensei que que era um filme bem bonito, com uma linda história e uma bonita animação. Então, eu definitivamente pensei que isso seria um bom projeto para fazer parte.

Como sua personagem, Arrietty, é no filme?

Arrietty é uma personagem corajosa, eu diria. Ela está crescendo e aprendendo mais sobre o mundo, e não tem medo de nada no começo. E quando ela faz amizade com Shawn e explora mais o mundo ao seu redor, ela cresce e percebe que há uma seriedade. E então ela assume a responsabilidade de fazer amizade com esse cara, que é capaz de estar lá por ela, e ela é capaz de estar lá por ele, mesmo que ele esteja passando por coisas realmente graves. É uma história sobre estar crescendo, então eu pensei que seria uma coisa legal de dizer.

Você diria que tem muito em comum com Arrietty na vida real?

Sim, eu diria que nós temos uma coisa, exatamente, em comum. Eu acho que ela é corajosa e está curiosa sobre o mundo, e ela quer ir atrás de coisas. E eu me sinto do mesmo jeito.

Você fez alguma coisa especial para se preparar para este papel?

Eu assisti o filme, li os roteiros e pensei um pouco sobre as diferentes falas que eu estava indo fazer, as diferentes cenas em que eu estaria. Mas o que sinto é que, numa animação, você só precisa mergulhar nela. Você tem que interpretar como a personagem vai soar, porque é a sua voz. A primeira cena que filmamos, eu estava ofegante, já que eu estava correndo num esgoto. Então, essas coisas são mais difíceis de se preparar. Você só tem que mergulhar nela, e não pensar que você está ofegante no meio de várias pessoas.

Quais são os outros desafios de fazer animação, ao invés de apenas atuar?

O desafio especial de trabalhar nesse filme foi o fato de que a animação já estava lá, mas em um idioma diferente. Nós não queríamos que [o filme] ficasse como um daqueles antigos filmes de kung fu, em que alguém está falando, e, daí, nos cinco segundos seguinte, ainda há um movimento labial, mas ninguém diz anda. Então, eles realmente tentaram ajustar o que foi dito à animação que existia. Daí, achei que foi algo legal: eles conseguiram fazer isso graciosamente. E, em todo momento em que as coisas não ficavam direitas, eles mudavam uma sílaba, ou me diziam para ir mais devagar. É uma característica adicional, que você tem de saber, durante a dublagem, e não é algo que você saiba, quando está num programa de TV.

Você e David Henrie se encontraram novamente – estiveram juntos em “Os Feiticeiros de Waverly Place”. Vocês trabalharam juntos de fato, enquanto dublavam, ou trabalharam separadamente?

Nós não trabalhamos com ninguém. Em dublagem, as coisas são feitas individualmente, o que acho que é mais eficiente na hora da gravação. Mas é algo esquisito, porque, além de não poder ver alguém com quem trabalhei por um longo tempo, há outros grandes integrantes no elenco. Eu adoro Amy Poehler, Will Arnett, Carol Burnett. Realmente admiro todos eles. Mas, na pós-produção, quando estávamos promovendo o filme,  pude encontrar a maioria dessas pessoas, e foi muito legal. E eu pude me reencontrar com David, também.

Como foi o processo de gravação para você? Fez várias sessões curtas, e daí todas elas foram unidas, ou a coisa foi feita em sessões mais longas?

Foi em várias sessões longas. Eu trabalhei por três dias, e pronto, estava tudo feito. A gente trabalhou no material de uma vez só, e achamos que estava bom. Foi estranho, parecia que tinha acabado logo depois de começar.

Qual parte você definiria como sua favorita, no filme?

Adoro a parte em que estou indo pegar coisas, pela primeira vez, com meu pai, e há o momento em que eu tenho de subir na prateleira mais alta, segurando em uma corda. Fazer isso, com uma visão de 360°, comigo indo ao topo, foi feito com uma arte realmente muito bonita. Acho que essa primeira “pegada de coisas” foi realmente mágica para mim, coube muito bem na cena.

Se você pudesse pegar algo em uma casa de alguém famoso, esconder secretamente e “pegar emprestado”, de quem você pegaria?

Provavelmente, eu ia querer pegar algo de um famoso chefe de cozinha, Gordon Ramsay, ou alguém assim. Acho que eles teriam uma comida muito boa, realmente. Eu estaria bem alimentada pelo resto da vida.

Seu álbum de estreia também está chegando logo. Você pode falar algo sobre o que podemos esperar dele?

[O estilo] é bem diferente do que eu fiz, antes, como parte das coisas do Disney Channel. Eu realmente queria explorar como meu som seria, se eu pudesse escolher. Componho há algum tempo, então, foi divertido colaborar com pessoas, e descobrir o que iria dar certo, o que faria parte do meu álbum de estreia. Eu digo que é algo divertido, tem um toque de funk, um pop com jazz. Sou muito ruim para descrever a música. As pessoas terão de ouvir, e daí descobrir algo disso.

Para completar, você ainda está trabalhando em Boa Sorte, Charlie. Como você acha tempo para tudo isso?

Recentemente, eu tive probleminhas na voz. Acharam que isso se deveu ao fato de trabalhar além da conta, e exigir demais de mim, e coisas assim. Então, trabalhar muito realmente tem seu preço, e podemos voltar atrás na hora de fazer coisas que não são essenciais.  Acho que é uma boa lição poder dizer “beleza, você é humana, você não pode continuar fazendo tudo o tempo todo. Você tem de priorizar”. E, então, acho que sempre tento priorizar, ter tempo para os amigos e a família. Mas me toquei que, ao mesmo tempo, você tem de ter tempo para o seu corpo. Isso significa ter certeza de que você está bem alimentado, bem hidratado, dorme bem, todas essas coisas boas, para poder continuar, ser realmente profissional, e trabalhar o melhor que você puder.

Tradução & Adaptação: Equipe BMBR.



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