29
set
2016
Bridgit Mendler fala sobre turnê e muito mais ao site “Pigeons & Planes”

Em uma recente entrevista concedida ao site “Pigeons & Planes”, Bridgit Mendler falou sobre muitas coisas: Disney, “Atlantis”, seu novo EP, nome artístico, novo single, músicas que ela cresceu ouvindo, projetos em sua carreira e muito mais.

Nossa equipe traduziu essa entrevista (é bem extensa, mas vale a pena ler tudo!):

Ouvi falar de Bridgit Mendler pela primeira vez por meio de um e-mail com seu novo single. A música “Atlantis” estava anexada, e eu viciei imediatamente, com o plus de ter a participação do jovem rapper da Flórida, Kaidyo, que ainda não decepcionou. Nós a trancamos para o lançamento na “Pigeons & Planes” e, durante os outros dias, “Atlantis” estava em alternância regular. E então, de repente, #Atlantis era assunto do momento no Twitter, aparecendo em todo lugar na minha tinha do tempo em milhares de tuítes. Foi quando notei que Bridgit Mendler tem mais de 4 milhões de seguidores no Twitter.

Uma rápida pesquisa no Google revelou o porquê: Bridgit já era famosa. Ela começou como atriz em filmes como “Alice de Cabeça para Baixo”, “Garotas S.A.” e “Meu Trabalho é um Parto”, então assinou com a Disney e apareceu em “Os Feiticeiros de Waverly Place”, “Boa Sorte, Charlie!” e “Lemonade Mouth”. Durante sua adolescência como atriz, ela criou uma base de fãs muito leais, e esses fãs a seguiram na música quando ela lançou seu primeiro álbum em 2012.

O álbum de estreia açucarado e com música pop cativante foi muito bom, mas “Atlantis” é diferente. É temperamental, sútil e moderna. Com um sentimento mais pessoal, menos genérico. É um ponto de mudança para Bridgit Mendler – uma mudança potencialmente embaraçosa onde seus fãs estão alienados por uma direção não familiar, e os novos fãs são confrontados com a realidade que a sua nova música preferida foi criada por uma ex-estrela da Disney que já tem fã clubes em outros países.

Bridgit Mendler está fortemente ciente disso, mas ela não parece incomodada. Ela desembarca em Nova Iorque direto de um voo de Los Angeles, arrastando uma mala atrás dela, conversando sobre trabalhos da faculdade que está fazendo e tentando trabalhar nos detalhes de uma turnê. Há milhões de coisas acontecendo, mas quando começamos a falar sobre “Atlantis” e seu próximo álbum, fica muito claro que, agora, Bridgit Mendler está focada na tarefa em questão – ela só quer fazer música que se sente bem sobre.

Eu te descobri por meio de “Atlantis”, o que foi interessante. Eu não fiz a conexão com seu passado, então estava apenas escutando esse novo single de uma nova artista. Você acha isso difícil? Já que “Atlantis” é tão diferente das suas músicas antigas…
Eu não tinha certeza de como as pessoas iam receber a música. “Atlantis” foi uma escolha intencional de fazer uma música em que realmente senti que há um humor específico para ela. Essa foi a minha maior prioridade, definir um tom emocional e então, esperançosamente, trazer as pessoas a partir disso. Eu quero reintroduzir meu som como é agora e eu amo que as pessoas têm sido receptivas a isso.

Então a recepção tem sido boa no geral?
Se alguma coisa, as pessoas têm dito que me levou um tempo, mas eles investiram um giro nisso, o que eu acho legal. É bom ver porque meus fãs têm sido extremamente leais durante tantos anos.

Você já considerou refazer sua marca completamente? Tantos artistas agora fazem lançamentos de forma anônima e criam novos personagens para lançar música.
Sim, definitivamente considerei isso. Eu senti muita pressão de auto-filtragem. Tive uma longa história de estar ciente do que exatamente eu deveria lançar e então em certo ponto eu fiquei: “Esqueça isso, eu farei algo que é completamente o oposto disso.” Eu ia fazer o meu projeto com o nome “Nemesis”. Nemesis, para mim, significa confrontar aquele medo e apenas o encarar cara a cara. Esse seria o nome do projeto, e aí eu percebi que não tinha tomado propriedade plena de minha identidade como eu sou. Então decidi que seria importante manter o meu nome e manter essa consistência a ele próprio. Me sinto feliz com o médio que é agora.

Você já sentiu que o seu passado na Disney restringe o tipo de música que pode fazer?
Não, eu me sinto realmente confortável. Estava em uma sessão ontem e foi tão divertido porque é apenas exploração da criatividade. É onde está agora, como se há liberdade para tentar qualquer coisa esquisita aleatória que eu quero e só ter uma autêntica conexão com as pessoas que eu faço música. O clima para música é bom agora.

Então quando você estava para lançar “Atlantis”, você estava nervosa?
Sim, eu estava em pânico.

Preocupada com o que as pessoas iam achar?
Um pouco, mas a minha versão disso se traduz em tentar controlar todo aspecto. Eu tento e penso em milhões de cenários diferentes que podem acontecer, especialmente já que estou reintroduzindo eu mesma nesse clima. Há tantos ângulos diferentes que as pessoas já te viram. De repente, eu percebo que não tenho ideia de como me apresentar nas redes sociais, porque sou aquela velha mulher com aquelas coisas. Tive que pesquisar para me atualizar nisso. Coisas como moda – eu não me esforço muito nisso e é meio como a forma particular que tendo a fazer muitas coisas referente à cultura pop, então tive que me atualizar para o propósito de comunicar quem eu sou para minha audiência porque quero que eles peguem isso. Eu quero que eles sintam que estão tendo uma autêntica e verdadeira percepção de mim.

Eu vi que você atingiu dois milhões de execuções no Spotify. Isso é louco!
Sim! Estou muito chocada com isso. Me sinto realmente bem em ser autêntica comigo mesma e autêntica com os fãs, e até autêntica com as pessoas no meu mundo que me conhecem por quem eu sou como pessoa.

Quando você começou a fazer música?
Há o clichê: “Estou fazendo música a minha vida toda!” Mas a primeira música que eu lembro de escrever – eu tinha 7 anos. Então, profissionalmente, eu fiz música para o filme “Lemonade Mouth” quando tinha 17.

E a música mudou muito desde então. Você sente que continua mudando? Você acha que em 5 anos estará fazendo algo completamente diferente?
Talvez, eu espero que sim, porque gostaria que cada projeto fosse como uma completa reinvenção. Não no sentindo de descreditar o que eu fiz antes – até com esse projeto eu sinto uma consistência com a minha identidade do último projeto. Eu sempre amei hip-hop. “Ready or Not” foi uma interpretação de Fugees. Há certas tensões que sempre permanecerão. Por exemplo, o álbum de Frank Ocean é lançado e não soa nada como ele já fez antes, ou nada que ninguém fez antes, e acredito que isso é muito legal, não parece que Frank Ocean está tentando ser algo que ele não é.

Que música você cresceu ouvindo?
Era uma seleção estranha. Meus pais supostamente tinham uma grande coleção de disco guardados, mas eu nunca fui exposta a eles. Eu consegui a coleção aleatória de CDs que eram colocados quando limpava casa ou algo do tipo. Então havia Tracy Chapman, um álbum do Van Morrison, 10,000 Maniacs. Havia versões de criança de todos os clássicos tipo “Build Me Up Buttercup,” e algumas músicas dos Beatles que ficavam em repetição no carro. Era tudo bem aleatório. Mas meus primeiros favoritos foram Britney Spears e Destiny’s Child com certeza.

Quando você chegou ao hip-hop?
Eu amava Destiny’s Child quando tinha 8 anos, mas passei por um período onde não estava ouvindo hip-hop, e aí tive alguns amigos mais velhos que colocavam a rádio em diferentes estações quando mudei para Los Angeles. Eu tinha um amigo que escutava Three 6 Mafia. Também decorei “Shoop” de Salt-N-Pepa. Então fui exposta a algumas coisas aleatórias – acho que esse é realmente meu gosto, apenas exposição aleatória às coisas.

O que você está ouvindo agora? Seu trabalho com Kaiydo e Demo Taped sugere gosto bem eclético.
É, eu realmente escuto música de todo lugar. Uma das primeiras pessoas que eu amei, que vocês postaram, foi Rationale. Um novo álbum que eu amo é o novo “Unkown Mortal Orchestra”. Realmente gostei desse, também amo o novo “Vince Staples”. Então esses são alguns dos que tenho escutado atualmente. Eu estava em um casamento na primavera passada e alguém me disse que eu deveria escutar Al Green, o que eu nunca tinha feito antes. Escutei seu álbum – o que tem “Love and Happiness” – e eu amei.

É tão divertido descobrir música antiga. Eu sinto como se nunca voltasse e ouvisse músicas dos anos 60 e 70 porque sou pego com as novas coisas.
Sim, você já ouviu o álbum “Retrospective” do The Animals? É um álbum para viajar.

Tenho que checar. Você pode falar um pouco mais sobre Kaiydo, o rapper de “Atlantis”? Fiquei tão surpreso de ver isso porque ele é tão novo. Como você decidiu trazer ele para a música?
Procurando dentre os blogs, eu vi ele em seu site e gostei da música que ele estava fazendo e quis uma contraparte para a música. Eu estava refletindo sobre pessoas diferentes para colocar na música e quando surgiu o nome dele, nós achamos que seria um ajuste legal. Tenho um gosto eclético e queria honrar isso, como eu estava me apresentando para as pessoas.

Foi tudo feito de uma vez ou você mudava sempre?
Sim, muito. Nós alteramos um pouco a produção quando ele colocou seu verso. E achei que foi legal que ele quis fazer um verso logo.

Você já conheceu ele pessoalmente?
Sim, agora eu conheci ele. Não tinha conhecido antes, quando ele colocou o verso da música, mas aí conheci ele, ele veio para o show no The Echo que eu fiz para o Popshop, e ele também está no vídeo da música.

E então o Demo Taped remix – qual a história com isso?
Eu já tinha ouvido a música do Demo Taped, e achei que ele poderia colocar um giro diferente. Acho que é isso, nós apenas queríamos ter uma combinação interessante de coisas que iriam fazer algo único. Quando eu ouvi o remix, eu tinha acabado de acordar às 3h30 da manhã por uma razão qualquer, e vi que tinha chegado, então escutei e provavelmente fiquei meia hora apenas escutando o tempo todo, eu estava tipo: “Isso é tão firme!”

Por que você decidiu lançar o remix tão cedo depois que a música lançou?
Não sei, eu gosto de lançar as coisas. Talvez porque eu estava vivendo com “Atlantis” por tanto tempo que não senti que foi apressado, mas não sei, quero mais conteúdo.

Você acha que teremos outros remixes oficiais, ou você encoraja os produtores a remixar a música por conta própria?
Sim e sim. Tenho outro remix para ser lançado em breve.

Então a música é o seu foco principal agora?
Agora, sim. No momento estou escrevendo um trabalho para a faculdade – estou muito atrasada nisso. Várias coisas estão em espera com o lançamento da música, mas não planejo abandonar a atuação, de forma alguma. Acho que todo o lançamento da música tem sido um processo de me tornar autêntica com meu público e realmente mostrar quem eu sou agora, e eu gostaria de fazer isso com minha atuação também. Mas a música sempre será importante para quem eu sou.

O que há a seguir para você?
Vídeo chegando, álgum chegando. Acho que voltarei para Nova York para algum tipo de show de lançamento do EP. Quero uma turnê, realmente quero. Apenas quero continuar fazendo shows. Estive preparando a lista de músicas, então está pronta para fazer barulho.

Você gosta de se apresentar? Gosta de estar no palco?
Eu gosto, mas é engraçado. Quando começamos a ensaiar as músicas eu percebi que eu tinha que entrar em acordo com outro nível de apoiar minha música. Eu tinha aceitado as músicas em suas formas produzidas, estava animada com isso, mas lançar nova música que você tem que ficar por trás dela era algo que eu estava tímida porque não tinha lançado nada por tanto tempo. Parecia uma afirmação muito forte, então colocar isso em um show ao vivo era como a última confirmação de retratar quem eu sou agora. Isso foi muito intimidante. Posso ser um pouco perfeccionista, então trabalhei muito nisso e me certifiquei de que vários amigos e familiares fossem aos meus shows, então eu saberia que haveria pessoas felizes no público. Agora estou muito animada para compartilhar isso. Acho que arrumar o trabalho é a coisa número um que me dá paz de espírito. Se eu sei que estou preparada, então estou bem.

Você tem outro single antes do lançamento do EP?
Acho que é assim que o lançamento vai ser. O momento está no fluxo, então isso é algo que eu tenho apenas que seguir o fluxo, mas sim, deve haver outro single.

Alguma coisa sobre o EP que você quer que as pessoas saibam?
Eu quero capturar um humor. Eu realmente gosto de como Atlantis capturou um sentindo e quero sentir algo emocional e cru. Quero que cada música seja distinta. Apenas quero que seja honesto.

O EP Nemesis de Bridgit Mendler será lançado dia 18 de Novembro.

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