02
jan
2017
De modo geral, Bridgit Mendler fala sobre sua carreira em entrevista à “NKD Magazine”

No final do ano passado, enquanto fez um show em Nova York, Bridgit Mendler recebeu a equipe da “NKD Magazine” nos bastidores do seu concerto para a realização de uma entrevista e de um ensaio fotográfico, a qual foi divulgada na edição de janeiro, conforme anunciamos aqui. A atriz e cantora falou sobre sua carreira de um modo geral, onde abrangeu música, atuação e, até mesmo, trabalhos filantrópicos.

Leia a entrevista (traduzida por nossa equipe) abaixo:

A primeira vez que escutei a música “Atlantis”, de Bridgit Mendler, no Spotify, levou um tempo para assimilar que ela era a mesma pessoa que lançou o “Hello My Name Is…” há apenas quatro anos. Não me leve a mal, eu amei seu primeiro álbum. Eu dancei ao som de “Blonde”, cantei muito “Ready or Not”, e desejei que pessoas significantes estivessem jogando pedras na minha janela enquanto escutava “Rocks At My Window”. Mas “Atlantis” foi diferente. Com seu estranho e quase anestésicos tons subaquáticos, a música conta a história de um amor que ficou frio. Mas além do assunto da letra, também ficou instantemente claro que durante os últimos quatro anos, Bridgit não só cresceu, mas também aprendeu, amadureceu e estava pronta para colocar essas lições em sua arte.

Avançando rapidamente para alguns meses depois, Bridgit está fazendo um show na Baby’s All Right, no Brooklyn, e os fãs já estão em fila, quatro horas antes do horário programado por ela. Enquanto nos preparamos para a sessão de fotos com ela, uma pequena multidão está se formando nas laterais. Vejo enquanto eles percebem que ela cortou o cabelo em um curto elegante, um movimento poderoso que provoca atenção dos fãs. Nós ouvimos uma garota murmurar baixinho “arrasa” enquanto a cabeleireira corta alguns fios dispersos que saíram do lugar. Ela está confiante, caminha com propósito e não apenas comanda o lugar, mas se envolve nele.

“Quando ‘Atlantis’ foi lançada, eu estava no Quênia. Foi durante o verão, e como você pode imaginar, eu tinha acesso de Wi-Fi muito limitado, estava em uma tenda, e podia olhar lá fora e ver macacos brincando em árvores”, Bridgit relembra. “Eu consegui acessar o que estava popular no Hypem e vi a música constantemente subindo e essa foi a experiência mais legal para mim. Ver as pessoas realmente escutando a minha música e observando isso enquanto eu estava a um mundo inteiro de distância”. E eles escutaram sua música. Com “Atlantis” contando mais de 5 milhões de execuções no Spotify, o último single de Bridgit, “Do You Miss Me At All”, está rapidamente ganhando popularidade como o favorito dos fãs dentre as músicas de “Nemesis”, o EP de quatro músicas que ela lançou em novembro.

“Do You Miss Me At All” compartilha um sentimento que a maioria de nós tem familiaridade. A letra “você sente a minha falta? Você se pergunta o que estou fazendo sem você?” é o sentimento que temos quando pegamos nosso telefone às 2h para mandar mensagem para um ex namorado ou namorada, apenas para deixar o telefone de lado porque não temos ideia se eles pensam em nós. “A música é realmente pessoal, e surgiu em um momento de vulnerabilidade onde eu estava apenas dizendo como me sentia. Eu estava dizendo que me sentia como um carro vazio dirigindo pelo Golden Gate Park, em São Francisco, mas esse sentimento é o mesmo que tenho quando estou no palco. Eu cheguei a esse refrão enquanto estava dirigindo, e então fiz o resto no estúdio com Chillak e Bastian [os produtores da música] e nós finalizamos,” ela diz.

Onde “Atlantis” desvia mais para o lado alternativo, “Do You Miss Me At All” é uma mistura de pop, onde Bridgit encontrou seu começo e a beira alternativa que ela está tocando ultimamente. A produção é ao mesmo tempo estranha e bonita sem ofuscar suas cordas vocais. Inspirada por Lauryn Hill, uma das influências de Bridgit, o single é, talvez, a música do EP que os fãs mais se relacionam. Se a letra não fosse prova suficiente disso, só levou um passo para dentro do salão durante a redenção de Bridgit à música para ver que não havia um fã na plateia que não estava cantando as palavras da música enquanto ela fazia a serenata de seu lugar no palco.

Com duas outras músicas no EP, “Nemesis” é um trabalho que demonstra a habilidade de Bridgit brincar com seu ofício, variando entre estilos de gênero e produção. “Eu acho que músicas devem ser feitas da forma mais autêntica possível e não inibidas por se perguntar o que alguém pensará. Para mim, essas músicas são diferentes momentos instantâneos da vida. A vida tem um monte de pessoas diferentes que passam por você e deixam algo. Essas músicas realmente ficam separadas uma da outra, e são sobre momentos diferentes da vida, e pessoas e experiências diferentes. As musas são bem menos diretas do que alguém poderia imediatamente pensar”, ela explica, também confirmando que, felizmente, nenhuma inspiração da vida real das músicas chegou até ela, e ela gostaria de manter isso assim. “Ao escrever música, há certos sons que eu gravito entre e isso foi algo que precisei fazer muita pesquisa para descobrir. Meio que checando comigo mesma como queria soar e o que eu queria dizer,” ela diz, “para mim, grande parte desse álbum foi descobrir o que eu queria dizer e até eu descobrir as histórias certas para contar, eu não tinha a convicção de cantar elas do jeito que eu queria. Então passei muito tempo escrevendo para esse EP. Apenas escrevendo obsessivamente.”

Enquanto algumas faixas nasceram em um carro vazio e outras começaram como resultado de sessões com seus produtores, é seguro dizer que o álbum tem sido extraordinariamente bom em ser capaz de ressoar com os fãs. Durante nossa sessão, um grupo de garotas entrou no banheiro enquanto Bridgit trocava de roupa. Atrás das paredes, nós podíamos ouvir as garotas cantando junto com a música de seu ídolo, sem saber que ela estava a poucos metros de distância delas. Naturalmente, elas ficaram extáticas. Para elas, a cantora preferida estava notando suas presenças, mas para Bridgit, isso significava que as fãs não conheciam apenas seu trabalho, mas que amaram e deixaram a música vir à vida. Isso significava que ela não era a única voz que cantava e que, à medida que as músicas ganhavam impulso, elas assumiram um novo significado para cada voz cantando-as.

No que diz respeito aos vídeos musicais, ambos os vídeos, “Do You Miss Me At All” e “Atlantis” fazem um excelente trabalho descrevendo uma história de forma criativa. “Do You Miss Me At All” mostra Bridgit dançando ociosamente em frente a uma janela, tomando café dentro de sua casa e olhando para fora por sua janela da porta. A dualidade do dentro e fora pode ser tomada como uma metáfora de uma barreira ou a falta de comunicação que Bridgit e o objeto de seu desejo possuem. É claro, a pessoa que ela sente falta não é mostrada no vídeo, uma escolha interessante por parte do diretor e um retrato realista. Porque assim como nós dançamos sozinhos em nossas casas, sentindo falta de relacionamentos passados, nós nunca saberemos o que eles estão fazendo, e nem Bridgit. O vídeo unilateral é a combinação perfeita para o sentimento de solidão que é “Do You Miss Me At All.”

Enquanto isso, o vídeo de “Atlantis” possui mais pessoas no elenco: amigos da vida real de Bridgit. E enquanto a música mostra ela e as amigas dançando descontroladamente envolta de um interesse amoroso dormindo, o sentimento de solidão é um tanto quanto similar. Nós vemos o rapaz dormindo através dos dramas da vida, enquanto Bridgit, em seu vestuário de tons pastéis, e as amigas, dançam alegremente envolta dele, tirando selfies e pulando na cama. Assim como o homem no vídeo, seu amor está “dormindo com os peixes, lá embaixo, em ‘Atlantis'”. Fisicamente presente, ela é capaz de descobrir que ela sabe que o amor existe, mesmo que agora pareça algo distante, outra metáfora para os sentimentos de solidão em um relacionamento. “Minha parte favorita em fazer música é o sentimento, e penso que esse sentimento emerge em diferentes formas. Quando você está no processo de criação e fica impressionado por esse sentimento na combinação de palavras, acordes e ritmos, e então você cria essa coisa linda que significa muito para você. Você pega e adiciona vários outros elementos a isso e compartilha com as pessoas, e eles possuem uma reação incontável”, diz Bridgit. “Se você gosta de uma música não é porque você está dizendo a você para gostar da música. É algo que acontece naturalmente, que você apenas sente e ama sobre a música porque você não consegue mentir, você tem que sentir algo no corpo.”

À medida que nos aproximamos do final de 2016, é seguro dizer que o ano de Bridgit tem sido de enorme crescimento, mas também existiu como um precursor para 2017. Entre shows lotados de Nova Iorque à Califórnia, a turnê foi uma grande parte de seu ano. Ela está trabalhando em um álbum completo para 2017 e está animada para mostrar ao mundo e compartilhar com os fãs. Ela sairá na Nylon Music Tour com Powers essa primavera [outono no Brasil]. “Estou muito animada para 2017. Temos várias ideias de como fazer coisas novas com a música. Eu estive trabalhando em produzir uma música. A próxima música que lançarmos eu terei produzido junto com meu colaborador. Isso tem sido uma experiência realmente empoderante e estou ansiosa para fazer muito mais disso no futuro”, ela diz.

Além de trabalhar em seu álbum, Bridgit também conseguiu um personagem recorrente na série de televisão dramática “Nashville”, uma experiência que ela diz que tem sido inacreditavelmente divertida. Até agora, ela não passou muito tempo em “Nashville” e está bastante animada para explorar tanto a cena musical e a cidade em sua totalidade. Sua personagem é uma cantora pop do YouTube cujo conteúdo decolou com milhões de visualizações, torna-se evidente que ela tropeça através de diferenças criativas como um pouco de uma diva, uma característica que Bridgit não necessariamente se relaciona, apesar dela totalmente entender como é ser apaixonado por seu trabalho. “Eu tenho muita simpatia por pessoas que estão nessa posição e respeito que elas possuem uma forte perspectiva”, ela diz, “Muitas vezes, pessoas com fortes perspectivas são feitas para parecer que são rudes ou não consideráveis, mas realmente eles apenas possuem algo em que acreditam e são apaixonadas sobre e apenas possuem problemas para articular. Essa personagem, ela é uma diva, mas eu sinto por ela.”

Como se ser cantora, atriz e manter uma vida pessoal não fossem créditos suficientes em seu currículo, Bridgit também certifica-se de se envolver com filantropia, algo que ela tem sido apaixonada por tanto tempo como ela pode se lembrar. “Save The Children foi algo que eu pesquisei de forma pessoal. Eu realmente queria achar uma instituição de caridade para apoiar na minha primeira turnê porque eu obteria tanta exposição para as pessoas e queria usar essa exposição para uma boa causa. Encontrei uma instituição que era focada na educação das crianças nos Estados Unidos, assim como no exterior – algo que sempre esteve em meu coração”, diz Bridgit. “Durante essa parceria, eu pude visitar várias áreas de sua atividade e tem sido realmente incrível. Suas iniciativas são principalmente com jovens mães, porque eles fizeram estudos que mostram que se eles entram e ajudam as crianças em seus primeiros estágios de vida, isso pode impactá-los positivamente e colocá-los de volta no lugar. Muitas visitas que fiz foram a casas, algumas a apenas duas horas de Los Angeles, onde há familiares que estão em extrema pobreza e a Save The Children está dando a eles acesso a livros e brinquedos e conselhos de membros da comunidade que são parte da Save The Children.”

Entre trabalhar em sua nova música, atuar e ajudar os outros. A agenda de Bridgit está atolada. Ela aparentemente está sempre em movimento, mas carrega-se com uma facilidade que faz com que pareça um pedaço de bolo. Assim que terminamos as declarações finais, ela se assegurou de reiterar que está incrivelmente animada para a turnê e para encontrar as pessoas que a apoiaram até agora e trouxeram vida ao seu trabalho. Bridgit certamente comanda um lugar, mas muito mais importante que isso, ela se envolve com ele e o enche com mais vida.

Caso queira (re)ver os scans, clique em uma das miniaturas abaixo:



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